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Carnes, ovos, açúcar e verduras: veja produtos do agro que ficaram mais caros no 1º semestre


Altas no açúcar refinado (16%) e cristal (14,2%), por exemplo, são explicadas por aumento das exportações e uso maior da cana para produzir etanol. Dados de inflação foram divulgados nesta quinta-feira (8). Carnes subiram 7,25% no primeiro semestre de 2021.
Justus Menke/Unplash
Carnes, ovos, açúcar e verduras são alguns dos produtos do agro que ficaram mais caros no primeiro semestre deste ano, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (8).
A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), avançou 8,35% em 12 meses, e 3,77% no primeiro semestre (veja maiores altas e baixas).
Dos produtos do campo, alguns dos itens que mais avançaram entre janeiro e junho, na comparação com igual período de 2020, foram:
Açúcar refinado: 16,14%
Açúcar cristal: 14,25%
Verduras: 8,79%
Carnes: 7,25%
Aves e ovos: 6,87%
Açúcar
Açúcar
Mathilde Langevin/Unplash
No 1º semestre, açúcares e derivados subiram 7%, com destaque para o refinado (16,14%), cristal (14,25%) e demerara (13,21%).
No campo, o produto está subindo porque, além da safra ser menor neste ano, as usinas de cana-de-açúcar estão priorizando a exportação e, ao mesmo tempo, direcionando mais cana para produzir etanol, cujos preços dispararam nos últimos meses.
A menor safra de cana neste ano deve ocorrer por causa da prolongada seca no Centro-Sul do país, diminuindo, assim, a disponibilidade do produto.
Verduras
Alface
Reprodução
Até mesmo alguns itens da salada aumentaram. Dentre as verduras, os maiores destaques do semestre são o alface (+10,53), couve (+9,84), repolho (+9,26%), couve-flor (+7,46%) e cheiro-verde (+6,08%).
Os produtores de hortaliças tiveram grandes perdas no início da pandemia, em 2020, e, com isso, eles diminuíram a área plantada e, portanto, a oferta.
Carne bovina
Custo da carne ao consumidor acumula alta de 38%.
Reprodução / TV Globo
A disparada do preço das carnes bovinas começou ainda em 2020 e, em 12 meses até junho, o custo ao consumidor acumula alta de 38%.
Redução de animais para o abate, seca, dólar alto e aumento dos custos de produção são alguns dos fatores que explicam a forte disparada.
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No semestre, dentre os cortes que mais subiram estão músculo (13,12%), cupim (11,97%), patinho (11,93%) e filé-mignon (11,44%). As menores altas ocorreram no contrafilé (5,72%) e picanha (6,20%).
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Aves e ovos
Os ovos tiveram alta de 7% no primeiro semestre de 2021.
Patrick Pleul/AFP
No 1º semestre, os frangos em pedaços subiram 7,48%, enquanto o frango inteiro aumentou 5,77%. Os ovos, por sua vez, tiveram alta de 7%.
O setor passa por um aumento nos custos de produção, como diesel, energia, embalagens e, principalmente, com a ração, devido à escalada dos preços do milho e da soja no mercado internacional. Os dois grãos viram ração para os animais e representam 70% dos gastos dessas empresas.
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Projeção da 2ª colheita de milho tem nova queda com seca
Recentemente, o setor foi autorizado pelo governo federal a importar mais um tipo de milho transgênico dos EUA para tentar diminuir custos. Os frigoríficos e granjas afirmam que esse produto é mais barato do que o grão que o Brasil já importa.
Outro problema é a seca, que reduziu a projeção de colheita de milho no Brasil.
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Fonte:

G1 > AGRO

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